«...de leite é suave e cremoso. O negro, mais intenso e com um provocador travo amargo. Simples, com amêndoas, arroz crocante, avelãs... o chocolate é para muitos a imagem da tentação».
20/01/2015
"eternal sunshine of the spotless mind"
21/11/2014
~ quantos regressos trazes?
15/08/2014
~ ficaste-me (enquanto o resto do mundo dormia)
22/11/2013
~ como velas ao vento
Tu e eu somos cão e gato. Desde miúdos que brincamos juntos ao toca e foge. E o pior é que gostamos. Tu e eu somos uma história sem final; nunca vamos sair disto. Tu e eu nunca vamos crescer ou conseguir acertar no timing. Ou porque temos medo de arriscar demasiado ou porque nos consumimos um ao outro até à exaustão e sabemos que mais não iria dar ou porque... Vai haver sempre uma razão.
E ainda em cidades diferentes e depois de terceiras pessoas, continuamos a esbarrar um com o outro nos mesmos sítios. Acabas sempre por tropeçar nos meus caminhos. Mas o teu tentar não chega e a minha esperança não confia. O teu orgulho não mingua, o meu temperamento não quebra. Somos velas ao vento a arder qualquer coisa parecida com sentimentos; somos o último fio da corda esticado sob a lâmina da navalha. E a questão é a velha pergunta de sempre: quanto tempo iremos aguentar no limbo?
29/04/2013
"artista de circo"
25/09/2012
~ efémeros
já foste a luz que agora o tempo apagou".
07/09/2010
~ Jamaica
11/08/2010
~ leite com chocolate
"There's a fine line between love and hate and I don't mind just let me say that I like that, I like that".28/09/2009
~ assim-assim
Não sei ao certo quando é que começamos com esta roda-viva que é a maneira como nos tratamos, sempre inconstante e de extremos. Não me atrevo a chamar-lhe de relação, nunca arrisquei dizer que tivesse uma dessas contigo mas a ligação, ainda que feita de fio de néon, mais frágil do que o meu coração quando o destroçavas, chegou a existir, ou não tivéssemos nós guardado todos os pequenos instantes e permanecido não muito longe um do outro. Nem muito de perto, nem demasiado afastados. Tu e eu somos assim-assim.
E só de pensar que nunca te cheguei a provar os lábios… Nunca fomos amantes mas tivemos as nossas músicas. Às vezes não nos apetecia assumir mas chegamos a confirmar que, do amor ao ódio há realmente uma linha muito ténue, tal como a nossa ligação, e sempre fomos teimosos demais para admitir que até gostávamos disso, da pimenta em cima do mísero fio feito da teia que insistíamos em manter inteira e por terminar, ou que até nem nos importávamos. – Peço-te, lê-me nas entrelinhas, já tiveste a prática em tempos.
Sempre nos deu um gozo bestial brincar com o fogo, a ti e a mim. O perigo fascina-nos. Sabes, eu já te tive como um amor correspondido e incorrespondido também, já te tive durante cinco segundos e por vezes tenho a sensação de que sempre te terei, de uma maneira ou de outra, ao longo da vida. Já te tive como uma paixoneta, essa coisa feita do amor louco e adolescente, já te tive como melhor amigo e já te julguei, imagina, o amor da minha vida. Nunca me foste indiferente e, confesso, nem sequer eu quero que o sejas. Aliás, jamais vais pertencer às pessoas por quem eu não lute até ao fim do mundo, por quem eu não mova montanhas, por quem eu não prometa mundos e fundos, a quem eu não ofereço respeito, àquelas pessoas pelas quais eu não meto as mãos no fogo (ainda que o perigo me fascine) com a certeza de não me sair queimada. Jamais te darei como garantido, meu querido, não me julgues mal. Por acaso és a pessoa mais complexa que eu conheço ou se calhar sou eu que apenas não te sei ler na tua simplicidade. De qualquer forma, eu sempre me importei em saber de ti, sempre te quererei ter debaixo de olho, nem que seja para, pelo menos, te observar apenas do canto, o que, compreende(-me), ainda difere bastante de te querer na minha mira ou no fundo do meu bolso. Apesar de tudo, o teu bem-estar, o teu conforto e a tua felicidade serão sempre do meu interesse. Não lhes chamo de prioridades porque tu facilmente me apanhavas se mentisse. E o passado não deixa de ser o teu lugar na minha vida. Não o estou a escrever para me convencer a mim mesma com palavras nem tão-pouco para te desafiar, pelo perigo também te fascinar a ti. É só porque guardo um enorme carinho por ti que não me cabe cá dentro. Tu conheces-me, ou pelo menos costumavas e, se não perguntasses por mim às pessoas erradas provavelmente hoje ainda me saberias reconhecer nas minhas atitudes. Se me tivesses em boa conta, não deixavas a consideração que habitualmente tinhas por mim à mercê de terceiros que pouco ou nada sabem da minha vida, que nunca chegaram perto de me conhecer tão bem quanto tu chegaste a conhecer – e eu gosto de acreditar que ainda conheces. Chama-me inocente, recorda-me como uma ingénua mas deixa-me ao menos pensar que ainda me conheces o suficiente para saberes onde paro todos os sábados à noite, o quão gosto de chocolate ou em que medida é que me rego pelos meus princípios e os chego a concretizar. Lembra-te de mim como achas mesmo que eu sou, por respeito a todas as homenagens que te dediquei outrora e àquilo que em tempos quase chegamos a ser. Lembra-te de mim por ti, por mérito próprio e pelo teu coração porque a tua cabeça, essa, já está feita e tem como base juízos de valor mal calculados e deduções traiçoeiras. As palavras que te disseram são fictícias e vêm de discursos envenenados, aposto! E tu sabes, ou costumavas saber, que as apostas são o meu forte, tal como eu pensava que a tua personalidade também era. Mas não. Para meu grande desgosto, a tua personalidade não é das fortes, antes pelo contrário, pertence ao grupo das influenciáveis. E pensar que me protegerias sempre, que me defenderias não só das situações da vida, ou do final dela, como das pessoas más também, daquelas que só me querem ver pelas costas mas que ainda me observam todos os dias, que vão espreitando de quando em vez à espera do dia da minha desgraça. Tenho pena e sinto mágoa também.
No final de tudo ainda és capaz de, quer de uma maneira quer de outra, fazer doer. Só gostava que te lembrasses de mim como eu realmente sou; que nunca te esquecesses de mim como eu sempre fui. Só gostava que entendesses que, quanto mais te fores aproximando trazendo-me um pouco de nós, mais cartas eu escreverei sobre ti.
27/07/2009
~ o meu Titanic
Tenho tentado não escrever sobre ti, mas como de tão bem me conheceres já deves conseguir adivinhar, ainda continuo a cair na tentação de preencher folhas brancas com resquícios daquilo que o meu pensamento repela. Ou tenta.
Hoje lembrei-me uma vez mais que, de tantos anos de convivência contigo, tenho apenas uma foto em que estamos juntos, o flash apanhou-nos desprevenidos, a nós e às nossas gargalhadas estridentes e distraídas. De nós sobrou-me – ou melhor, restou-me porque de ti nunca há sobras, de ti eu aproveito tudo – uma fotografia desfocada, desactualizada pelo tempo. Deve ser por isso que és o meu DiCaprio, deve ser por isso que te associo ao Jack, a única coisa que ainda guardo de ti é o teu (quase) amor e uma fotografia. Mas enquanto ele prevalece vivo somente no coração e na memória da Rose, eu prefiro manter-te bem quieto, numa folha de papel estável e constante, ao contrário de nós, a sorrir ao meu lado. Assim também tu, de certo modo, estás morto a par da nossa história que se afundou qual Titanic, ficando as nossas recordações submergidas algures num vasto oceano de memórias. Se algum dia as encontrarão não sei, mas duvido que alguém se dê ao trabalho de as procurar, já são tão antiquadas... Realmente acompanhar o tempo foi algo que nunca soubemos fazer muito bem, não foi?
Guardo também a rosa que um dia eu recusei mas que tu, insistindo, fizeste questão de me dar. Descansa que atirá-la borda fora, tal como a Rose fez com a prenda dela, é coisa que eu seria incapaz de fazer (e uma vez mais, tu sabes disso). E, enquanto que ela adoptou o apelido do seu Jack, eu prefiro continuar a ter Cascarejo no nome mas eu também sei que não te importas.
Contudo, para trás, igualmente no fundo do mar, fica a promessa silenciada pelas nossas bocas e selada por sentimentos de que vou ser feliz – aliás, já estou a ser – e ter muitos filhos com alguém que ame. Se foste o amor da minha vida ainda não te sei responder, sinceramente acho que nunca saberei ao certo, nunca entendi muito bem esta nossa história mesmo antes de termos embatido contra o iceberg, não que isso seja mau, torna-a única e só nossa, afinal de contas sempre soubemos lidar com ela – ou não tivéssemos sido nós, para além de protagonistas, os autores – mas que tiveste a força semelhante a um desses tais amores que, segundo ouvi dizer, só se tem uma vez na vida, disso podes estar certo. E eu sei que estás, para ti nunca foram precisas grandes explicações.
Espero que estejas bem, como o habitual, e que nunca deixes de me guiar como sempre fizeste até agora, embora tu ainda estejas à espera do barco salva-vidas e eu já tenha sido recolhida por um. Espero que apanhes um desses também, N, tal como eu fiz.
07/06/2009
~ um não-sei-quê permanente
Há juras que são feitas para ser quebradas e a promessa de que nunca mais te incluiria nos meus devaneios pessoais é uma delas porque, apesar de todas as nossas incompatibilidades nos terem condicionado a partir do momento em que ultrapassamos as barreiras do silêncio individual dos sentimentos, eu aprendi a ver que, tal como o amor não é temporário, tu és permanente no sentido mais simples do termo.
Agora eu tenho a certeza que os anos que tentaram intensificar o nosso abismo não o conseguiram fazer e que, por mais pessoas que possam aparecer nas nossas vidas e por mais encruzilhadas que se atravessem nos nossos caminhos, eles cruzar-se-ão sempre num ponto, seja ele qual for, porque os nossos destinos foram escritos em simultâneo e premeditados para se reencontrarem as vezes que forem necessárias durante a nossa existência. – Tu estarás sempre comigo.
As palavras serão repensadas, os gestos hesitantes continuarão a fazer parte das nossas vivências assim como os olhares serão tímidos e contidos, como sempre foram desde que nos deixámos levar pelo descontrolo das sensações de um qualquer não-sei-quê que nunca entendemos muito bem mas com o qual sempre soubemos lidar, talvez por sabermos tratar-se de algo muito nosso.
Porém, eu sei que permanecerás sempre, que perdurarás ao longo do tempo, ainda que de vez em quando nos ausentemos dos trilhos um do outro, porque só assim é que conseguimos seguir em frente e avançar à nossa maneira, pois por mais contraditório que possa parecer, só assim é que eu e tu funcionamos. E porque és tu quem me lança sempre as cordas da minha salvação no derradeiro momento dos meus afogamentos, por maior que seja a distância a que te encontres de mim e ainda porque, à medida que o tempo passa, me tens vindo a dar a conhecer essa mesma importância.
No fundo, sei que te preocupas comigo e que não o dizes directamente pelo facto de saberes que o consegues demonstrar e que eu bem o sei interpretar e reconhecer. E, tal como tu és confiante e sabes que não é necessário evidenciar o óbvio, também eu não preciso de confirmar se sinto esse carinho especial que aparentas guardar por mim, ou não fosse muito nosso este não-sei-quê que é dito sem ser falado, visto sem ser assumido e sentido sem que seja afirmado.
Para mim és e sempre serás tu, e como não faria sentido deixar-te incógnito como se fosses uma fantasia anónima cuja identidade tivesse sido ocultada por mim, eu acrescento ao fundo da nossa gaveta que, para mim, és e sempre serás tu a ocupar um lugar privilegiado em mim, NM. E ambos sabemos o motivo de eu não ser "Aquela" para ti e vice-versa – porque simplesmente não dá – mas, contudo, nem eu serei "a outra" nem tu jamais serás "o outro".
Para mim, és e serás sempre tu. E isso basta.
15/09/2008
~ (sou) o teu fantasma
Encaixa isso na tua cabeça. Os teus “fantasmas” que insistem em seguir-te a todo o segundo para todo o lado, esses seres que dormem dentro da tua mente e que te despertam do sono a cada madrugada, já fazem parte de ti. Por muito que tentes ignorar ou até disfarçar, tal como eu, sabes bem que já estás habituado a ‘eles’ e que nunca serias tu sem que ‘eles’ te “atormentassem”. Pára de te iludires com a plástica sensação de que moldas a tua maneira de ser (no mundo) adaptando-a – da forma que te parecer dar mais jeito – a cada situação. Não insistas em fingir que estás constantemente numa montanha-russa quando na realidade vives num carrossel e, lá no teu íntimo, sabes que tenho razão.
Oh vá lá, admite que tens a perfeita noção de que não são vários fantasmas, sabes bem que é um só fantasma; que é O fantasma e que esse teu segredo é uma antiga memória minha.
[03.56pm]
28/06/2008
~ recordações são memórias
O que eu sentia por ti… a admiração que tinha em ti, a confiança que despertavas em mim… era tudo tão assustadoramente grande, enormizado, gigante… eras o meu mundo, a sério que eras. Por ti? Naquela altura eu era capaz de tudo. As palavrinhas fortes dirigidas a ti foram as mais sinceras, o sentimento que nutria era o mais encrostado possível ao coração. Resíduos de crosta? Não sei se resta algum agora, um ano depois, sinceramente não sei. Um ano. E tudo tão longínquo, tão inabalavelmente inatingível…
As caixinhas todas tão meticulosamente enterradas e parte de mim persististe em remexer lá no fundo, em abrir feridas fazendo-me sangrar um pouco mais só para matar a sede de ti. Sim, é verdade, às vezes penso em como necessito de ti, ainda. Não quero gostar de ti, mesmo. O que eu mais queria era ter a capacidade de o conseguir realizar, juro-te.
Felicidade ilusória. Tudo se resume a isso. Tu e eu? Nem em contos-de-fadas. Eu e tu? Meras expectativas surreais, inéditas de serem vistas. Assumi os meus sentimentos mas nunca tive a coragem suficiente, nunca tive a tua coragem para avançar. Foi isso, talvez eu tenha falhado; foi esse o ponto que nos fez fracassar (não foi?).
Lembravas-me tantas e tantas coisas… Estavas em cada letra de música calma, via-te reflectido em forma de coração em cada rabisco dos meus livros das minhas disciplinas mais aborrecidas, eras a palavra sentida disfarçada no meio dos meus versos, estavas presente em cada filme romântico, cada kit-kat que via eras tu nele, aparecias em cada ‘U’ das minhas tabletes de chocolate. Matriculas com aquelas primeiras consoantes do nome que eu te chamava? Eras tu no meu pensamento. Eras sempre tu. Em todas as ocasiões, em todos os lugares (…) foste sempre tu em tudo. Na boca de fosse quem fosse – a dizer coisas fora do contexto, a “insultar-me” em forma de diminutivo (…) – eras tu.
Não sentes falta disso? Tenho saudades de estar a milímetros de ti a olhar bem fundo para os teus olhos e decifrar-te o que te enche a alma. Gostava tanto de poder olhar-te agora! De descrever-te de que é feito esse azul tão intimamente penetrante, ora cor de céu citadino à chuva, ora céu límpido e brilhante duma tarde de Verão contrariado por escassas estrelas adormecidas e ocultas, só visíveis de noite, que se apoderam dos teus olhos em formato de minúsculos salpicos amarelos, miúdos raiozinhos quase imperceptíveis que surgem dum pequeno sol negro, rigorosamente no centro. Reparo agora que nunca tive oportunidade de te fazer saber que costumava ler os teus olhos e, assim, penetrar-te a alma… ou se calhar tive hipótese mas simplesmente nunca o fiz. Como eu tenho pena em não te ter dito que era nessas alturas que eu confirmava ser realmente, em todos os aspectos, a menina dos teus olhos! Que em cada uma dessas cores me via a mim própria, somente mais um reflexo de mim em ti, no meio de tantos outros. Este, se formos a ver, é o único que ainda se mantém, aquele do qual não te podes dar ao luxo de esquecer se eu lá estiver, com o meu nariz quase a roçar no teu, atravessando essa casca que te envolve revestida por teimosia e estupidamente carregada de orgulho. Não lamento, apenas tenho pena.
Se tivesse tido coragem… Se… (…) Os ‘se’ existem e fazem tão parte do nosso passado! Tivemos um passado sim, que ninguém duvide disso: da sinceridade patente em cada “amo-te”, de cada “bom-dia”, cada toque ao de leve na mão, cada gesto, cada lágrima preenchendo cada momento de melancolia, cada consolo, cada descrição de determinada particularidade que constitui cada um de nós, cada recanto secretamente revelado em certos sítios só nossos… que ninguém duvide de como tão bem me sabias de cor e de como tão facilmente eu aprendi cada lugar que fazia parte de ti. Tivemos sempre isso do nosso lado.
Choramos um pelo outro (apesar de mo teres confessado uma vez, já eu sabia que os teus olhos se haviam transformado em lagos verdes por minha culpa, noutras situações), ficamos ambos felizes pelo que sentíamos, vivemos empoleirados na ponta de um quarto minguante de lua, rodeados de estrelas, e por instantes, até chegamos a ver o sol. Umas vezes com um brilho mais intenso que outras, mas apreciamo-lo ambos. Recordo-me quando só tu o sentias; acreditavas em poder chegá-lo a ver um dia. E chegamos a vê-lo os dois mas, quando eu me apercebi da existência dele, já tu te contentavas somente com a lua; já te tinhas acomodado em viver sem ver o sol. Encontravas-te, então, inalcançável, do outro lado da lua. Entretanto caíste de lá, regressaste à terra, esqueceste-te da existência do sol. Um dia também o deixei de ver, mas ainda recordo as estrelas; ainda guardo todas as tuas mensagens, ainda me lembro de todas as tuas tentativas para que desse certo, tenho na memória as tuas frases, sei de cada texto que te escrevi, as palavras ficaram, os momentos… enfim, puras estrelinhas no meu vasto e enublado céu. Se pegarmos num telescópio, achas que conseguimos avistar a lua serena na sua pálida inocência? Se viajarmos num foguetão, acreditas que chegaremos a ela? Não quero. Não quero ter que fazer criar cada situação mais ‘patética’ para conseguir observar coisas que estão lá; que existem. Apenas precisava que também tu não tivesses deixado de acreditar – e isto tudo o que aqui escrevi são néscios devaneios que não passam disso mesmo: pensamentos impalpáveis, ou não fosse isso impossível da tua parte –. As estrelas morrem, sabias disso? Os grandes entendedores na matéria especulam sobre uma provável extinção do sol. A lua, desgastar-se-á ela também? Não deixes nunca que isso aconteça, peço-te. Ainda podemos criar tantas novas estrelas…
Não te amo não te odeio, não me limito só a gostar de ti. Faço-o numa proporção ainda maior, eu adoro-te. E a verdade é que não te quero ausente.
17/06/2008
~ talvez...

Talvez por isso eu não lance mecanicamente um sorriso amarelo-canário – ainda que envolto nalguma “armagurada tristeza melancólica” – quando me invades o pensamento e te passeias como uma memória mais viva do que o presente na minha cabeça. E se calhar é por isso que por vezes me passa pela cabeça – ou será pelo coração?! – o devaneio de que ainda possa gostar um bocadinho de ti. Talvez…
No final de contas, ainda quase que mexes comigo, ainda não me és totalmente indiferente… talvez, talvez.




