Quantas voltas me arranjaste na
montanha-russa que é o teu coração? Quantos regressos trazes contigo em cada
despedida que, não o sendo, é menos do que uma visita?
Parece que te divertem, estes desencontros; que tentas ficar sem que nunca o chegues realmente a fazer porque, no instante seguinte, arrependes-te de comprar um bilhete só de vinda
Tanta indecisão não pode resultar em nada de bom – o quê, ao certo, eu não sei. Tantos recuos só podem significar que o teu caminho não passa por esta estação que é a minha. Continua a tua viagem.
Um dia escrever-te-ei um postal.
[05.08pm]

1 comentário:
Identifico-me tanto com o que escreveste aqui. Saber libertarmo-nos sem problemas deste tipo de coisas (que só nos fazem mal) era, e é, o melhor que temos a fazer, mas é TÃO difícil...
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