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08/01/2016

~ valeu, Brasil


"Brasil! Mostra a tua cara, quero ver quem paga pra gente ficar assim
Brasil! Qual é o teu negócio? O nome do teu sócio? Confia em mim".

Foi como uma mãe ama o bebé mesmo antes de o ver. O momento em que soube que ia ao Brasil foi o positivo no teste de gravidez: já sabia que ia amar o país. Quando pisei São Paulo pela primeira vez quis logo conhecer este filho, especialmente pela escassez de tempo que sabia ter com ele.
A Avenida Paulista, a Óscar Freire uns quarteirões abaixo da Rua Augusta e o Parque de Ibirapuera são amor, que também está presente no calor, na energia em Santos, no rasgado sorriso pelos locais constantemente oferecido, no sotaque – claro está , na banana frita, nas cores, no samba e nas movimentadas ruas da cidade paulista.
O Brasil são as artesanais barraquinhas de rua, é a água de côco em toda esquina, a descontracção em cada "meu bem" e "princesa", a caipirinha na mão, a picanha na barriga e a havaiana no pé.
O tempo não foi suficiente para ver tudo, mas quando é quando se se despede de um filho? Com ele fica a promessa de voltar: pelos biquínis, pela famosa 25 de Março querida pela eterna dona Márcia e os seus cachorros quentes, pelo açaí e pelo mercadão. Pela já alegria contagiada, por este encher de coração... Obrigadão! Valeu, Brasil.

[08.27pm]

20/04/2015

~ crescer

"If your dreams don't scare you they aren't big enough".

Miami, Nova Iorque, México, Cuba, Turquia, Londres, Tunísia, Paris, Pisa, Cabo Verde, Barcelona, Madrid, Palma de Maiorca, Veneza, Florença, República Dominicana... já perdi a conta aos sítios que (re)visitei. No entanto, aquela que já se adivinha a viagem da minha vida ainda está prestes a acontecer (e não é por ser a que irá inaugurar o meu segundo passaporte). Este vai ser o meu mais alto voo desde que me conheço e não falo de milhas percorridas nem tão pouco de altitude. É o voo que me vai, literalmente, tirar do ninho e permitir-me a abrir asas e crescer. Sobretudo isso: Crescer.
Já vi e conheci muita coisa, tive em contacto com diferentes culturas, línguas, religiões, costumes, cozinhas e tradições mas agora... O sítio é outro, a situação nova, a companhia diferente. Agora o maior desafio a que me propus ultrapassar obriga-me a sair da minha zona de conforto, que acaba no momento em que tenho uma countdown para aprender a cozinhar mais do que quatro pratos e a lavar e passar roupa.
O meu crescimento vai começar a partir do minuto em que a minha vida terá de caber em 50kg de bagagem e intensificará naquele em que irei passar de passageira a tripulante. Como Ernest Henley escreveu, "I am the master of my faith / I am the captain of my soul". Em 51 dias terei de aprender a chamar "casa" a um espaço que não me é (ainda) familiar, a adoptar hábitos e a respeitar regras de outra cultura e de outra religião que não as minhas e a falar uma língua que não me é materna.
Vou embarcar nesta aventura com um bilhete só de ida para um destino que é, em tudo, tão diferente daquilo que para trás deixo; vou abraçar uma realidade tão nova para mim como seres que ainda estão por nascer mas que, em contrapartida, se adivinha tão maravilhosamente bela quanto assustadoramente arrebatadora (do tipo breath taking). Quando pisar o ponto de chegada, do outro lado do mundo, este irá instantaneamente tornar-se no meu ponto de partida para aquele que poderá ser chamado d'O resto da minha vida. Um resto de si já tão vasto que não conhece quatro estações tão bem delineadas quanto as nossas  porque, mesmo que longe, serão sempre 'minhas' também , que troca moedas que não o Euro, que se rege por outras medidas e escalas tão certas como os Celsius virarem graus Fahrenheit ou a mais alta construção do mundo ter 160 andares e não existir história por trás dos edifícios ou sequer antiguidade por entre as fachadas da cidade.
A vida é muito mais do que tiros certeiros, como empregos seguros, e sofás caseiros. 
Por isso, e principalmente pelo crescimento – que me recuso a adiar e forço a encontrar , vou agarrar esta etapa with mind and arms wide open e com um enorme sorriso estampado no rosto (a ser, que seja em grande e em modo feliz). Haja o que houver, apesar de ainda não me saber preparada  creio que "a ficha" só me irá cair aquando as minhas últimas semanas em terras lusas  sei que me posso desde já comprometer a dar o meu melhor naquele que é o caminho que eu escolhi e que conhece uma só direcção: em frente.

[03.32am]

08/04/2015

"if I stay"

«Mia Hall: How come you never written a song about me?
Adam: I'm not really good at writing about things that make me happy.
If you wanna song you're gonna have to like, cheat on me».

20/03/2015

~ (des)encontramo-nos

"I had this fantasy, that I would look across the tables and I'd see you there, with a wife and maybe a couple of kids. You wouldn't say anything to me, nor me to you. But we'd both know that you'd made it, that you were happy".

Foste embora com a mesma rapidez com que comigo cruzaste caminho. Sem segredos ou tabus, soube da tua partida aquando te conheci numa noite de festa. Não foste convidado mas ali estavas tu, do lado de lá da barreira que separa a zona VIP da pista de dança, de olhos fixos em mim, a ver-me brindar do alto do meu vigésimo terceiro aniversário.
Falámos, despedimo-nos e esbarrámo-nos outra vez no final da noite (e umas quantas vezes dias depois). Estando tu a aproveitar as férias de Natal vinhas com prazo de validade e partias pouco depois do ano novo. Tentamos canalizar cada instante da tua estadia em terras lusas mas os ponteiros foram demasiado rápidos nos seus movimentos para que duas pessoas se pudessem conhecer a sério e rapidamente 2014 deu lugar ao novo ano.
Depois de cada um ter seguido a sua vida, a par de conversas pontuais pelo Atlântico distanciadas, anuncias-me o teu regresso precisamente quando me preparo para ir. Desencontrámo-nos, tu e eu.
Nunca pudemos controlar o tempo quanto mais a vida, Zuca.
Se calhar não está destinado ou se calhar ainda nos vemos por aí, além-fronteiras, em qualquer recanto do mundo, para novamente tropeçarmos algures num instante em comum que cruze os tempos um do outro: o meu e o teu. Ou, ainda que com diferentes fusos-horários, pode ser que me apanhes cá na pequena manobra de dias  quiçá semanas – que nos resta de diferença. Quem sabe?
Um dia apanho-te num voo e cruzamos o céu juntos, tu de havaiana no pé (mas sempre com cheirinho a CH e um sotaque de matar) e eu de hijab na cabeça, num lugar em que o teu jet-lag se encontre com o meu horário sem regras, e consigamos ficar sincronizados num único momento. Sem hora ou lugar marcado.
Até lá não me esqueças, meu Carolina.

[02.51am]

13/03/2015

I just wanted to say... #35

...I'm going to be honest over here: I never thought I would be here, in a place where I can actually feel I can make my biggest dreams come true. Right now I'm feeling like the fucking luckiest girl in the world  even knowing that probably would be more realistic to say "on Portugal" instead but, come on, let me be.
Those who read this little piece of me (which is my blog) on a regular basis must be wondering why the hell am I writing in English. Well it could be because I'm having more and more visitors of foreign countries each day but actually this has nothing to do with that. And although I know this might mean a new fat number on the blog's statistics, the truth is I've received some very – extraordinary! – news about my future after trying my luck in something that I really been wanting to do for some time now.
Therefore I feel I must try to write my thoughts in English (or both English and Portuguese) in order to improve my communications skills in a language that I will have to use for every single day of this fantastic and new adventure of mine (by the way, I'm about 'this close' to create a new blog just to report this fresh slice of my life with you guys but don't worry  I'm trying to control myself at the same time! Ahah). Anyway, I promise I'll tell you what this whole secret is all about but first I feel like I need to settle my emotions and keep my feet on the ground for a while before spill the beans about it (hope you all understand).
Please forgive my grammar, punctuation or any kind of writing mistakes that I might have done by now on this post but you do have to be comprehensive about it, specially when I'm not a native English speaker / writer and did not have had this universal language as a subject in school since my elementary school, so personally I think I am expressing myself just fine.
This said, can anyone guess what's happening to me right now? :)

[04.08am]

11/02/2015

~ assustadoramente maravilhoso

«At some point, you have to make a decision. Boundaries don't keep other people out, they fence you in. Life is messy, that's how we're made. So you can waste your life drawing lines or you can live your life crossing them. But there are some lines that are way too dangerous to cross. Here's what I know. If you're willing to throw caution to the wind and take a chance, the view from the other side... is spectacular». 

Às vezes as pessoas precisam de fazer reset. Apagar memórias e formatar a cabeça a fim de reflectir no que realmente querem, dar uns passos atrás para ver a big picture antes de pesar os prós e contras de todas as opções que estão em cima da mesa e de tomar autênticas decisões, daquelas capazes de mudar uma vida.
Ter o tempo contado sabendo que daqui a outro tanto posso ter que dar o salto da minha vida, que esta pode dar uma volta de 180 graus e obrigar-me a crescer e a largar tudo aquilo que até agora conquistei, a deixar a única realidade que até agora conheci, é o resultado da minha personalidade mista: sempre tive receio de abandonar a minha zona de conforto mas ao mesmo tempo sempre adorei desafiar-me a mim própria e pisar o risco só naquela do "vamos lá ver no que é que isto dá e como é que eu me safo".
Nunca soube a que categoria pertenço, se do género de ter cautela, matutar e apalpar terreno antes de me atirar aos leões ou se do tipo que se solta da corda de segurança com a confiança de um artista de circo, sem primeiro procurar saber se existe rede de apoio.
No entanto uma coisa eu sei: ter arriscado tanto e chegado tão longe nestas minhas lutas interiores pode vir a revelar-se algo assustadoramente maravilhoso e, apesar de ter certeza de não estar preparada – acho que nunca se está, sinceramente – também tenho exactamente a mesma dose de vontade de me deixar ir e, quem sabe, realmente me descobrir.

[09:52pm]

22/07/2014

~ há zero homens, pouca seriedade e muitos anos atrás

"(...) (and baby all I need for you to know is) I'm like a bird, I'll only fly away,
I don't know where my soul is, I don't know where my home is".

Uma vez quando era pequena disse, na brincadeira, que gostava de "homens com pêlo no peito e cheiro a cavalo". Sempre fui um tanto ou quanto criativa nas minhas respostas mas esta custou-me cara: ainda hoje, anos indos, as minhas amigas do coração – que são também as de infância – me gozam por causa de tamanha "confissão". A verdade é que não há verdade. Como a mais comum das mulheres, gosto de homens bem cheirosos e, claro, com pêlos qb. No entanto, hoje, com 22 anos e um bocadinho mais de sabedoria em matérias de géneros, não posso deixar de reparar que, na realidade, havia alguma ciência na frase que, por mero acaso proferida, se tornou tão célebre: chego à conclusão de que os homens com carinha de bebé e demasiadamente atenciosos me irritam. Não me interpretem mal, sou uma romântica incurável e até entro no espectro das que reconhecem que, por vezes, exigem demais mas, admito, talvez faça mesmo parte do cliché "as mulheres nunca estão bem com o que (não) têm; nunca estão satisfeitas com nada".
Chamem-me desvairada mas eu acho piada àquele compasso de espera entre o não ter a certeza mas querer adivinhar que, por exemplo, está para cair uma mensagem de bom dia no visor do telemóvel ou uma piada privada qualquer na caixa de entrada do e-mail e, admito, adoro a pequena pontada de desilusão que – oh, que pena! –, chega a seguir à falta de sinais de vida do outro lado, de quando em vez. De uma maneira simples e brejeira de me explicar, arrisco-me a dizer que gosto de não ter logo a garantia antes de adquirir o produto, sou defensora de que assim é que deve ser.
No fundo, aprecio muito o meu espaço e quem respeita as minhas inesperadas ausências e, sinceramente, enerva-me a pressão que às vezes acontece com o querer – alheio, claro – estar em contacto permanente, do tiro certeiro que nos diz que, àquela hora, vamos ter um bilhete no frigorífico pendurado à nossa espera, da disponibilidade imediata e constante, do sempre presente "como preferires, tu é que mandas", do "Estás bem? Estás confortável?" de dez em dez minutos só porque espirrei ou mudei de posição, ou até do insistente "Ohh vá lá, tens a certeza que não queres ir?". Enfim, não acho piada ao constante mel com pitadas insignificantes de pimenta à mistura.
Sei bem que muitas de nós, mulheres, davam corpo e alma para ter alguém assim por perto, pequenas declarações de amor a toda a hora, homens dispostos a roçar o ridículo só para demonstrar o quão é que nos gostam, sem medos de assumir o que sentem aos sete ventos. Acontece que esses pequenos-grandes pormenores, que contam muito, não os subestimo, também acabam por se perder com a vulgaridade dos gestos, a repetição das palavras e a exaustão dos dias, sobretudo quando as larvas – aquelas, que começam lentamente a crescer-nos dentro da barriga – ainda não ganharam força suficiente para sair do casulo e virar borboletas e, por isso, ainda não as conseguimos sentir com as asas a bater, incessantemente, contra as paredes do estômago, chegando a assustar a mais sem-noção de sempre.
Agora, desabafo solto, só me resta dar a mão à palmatória e reconhecer que, afinal, seria bem mais fácil se as minhas únicas exigências fossem as tão simples – porém nunca tão erradas – condições requeridas de "pêlo no peito e cheiro a cavalo", de há zero homens, pouca seriedade e muitos anos atrás ditas.

[09.41pm]

19/11/2011

~ queixam-se do que anda perto

"Well I'm so tired".

Ando cansada. Cansada da corda. De estar em cima da corda-bamba e de a ter ao pescoço. No entanto, preciso dela. Dêem-me corda! Para me puxar, para acelerar, para deixar a preguiça sem companhia no sofá.
Dêem corda aos meus olhos também. Queixam-se do que anda perto, que o stress é para ser vivido aos bocadinhos; a curto prazo. Agora vou corrigir a minha canseira, que tenho esperança que isto para o ano se resolva. Ou não.

[01.18am]

28/09/2011

~ quando me encontro sem me encontrar


«O passado não esquece, o presente é uma obrigação, o futuro não conta».

Às vezes sinto-me só. Estou no meio da multidão e sou só eu. Sinto que não pertenço ali, tudo é feio, não me encaixo naquelas vidas.
Se espirro ninguém diz nada, se falo ninguém me ouve. Se ouve, acho-os sempre exagerados. No tom de voz, na escolha das palavras. Se calhar sou eu que exijo demais, se calhar sou eu quem exagera.
E quando me encontro sem me encontrar é quando me lembro de ti e penso que este mundo provavelmente não te soube reconhecer; que este mundo era demasiado cruel para te merecer.


[12.49am]

04/11/2010

~ sobre príncipes, para princesas

Era uma vez uma princesa. Era uma vez um príncipe. Era uma vez uma princesa e um príncipe que viveram felizes para sempre.
É desta maneira que as histórias de encantar da Disney nos aumentam as expectativas em relação aos homens. Desde o Aladin, passando pelo amado da Pequena Sereia ao príncipe da Cinderela, a lengalenga, de tanto se repetir, já a sabemos de cor: eles aparecem na vida destas pobres e indefesas donzelas e viram-na do avesso. Enquanto o Aladin possui o seu tapete mágico e uma boa dose de humildade, o petit prince da Ariel serve-se do seu tonificado e escultural par de pernas e do seu sorriso pepsodente para causar boa impressão. Já o menino dos olhos da Cindi, com a sua educação de realeza e o seu majestoso cavalo branco representam um clássico. O que é que estes três têm em comum? Um único objectivo: impressionar a sua mais-que-tudo e, claro, conquistá-la.
O problema é que estes príncipes vivem no mundo do fantástico e parece que cada vez mais as mulheres tendem a esperar pelo protótipo do homem perfeito, ou seja, alguém que lhes encha as medidas e vista o estereótipo de príncipe encantado com os seus ideais puros e todos os cavalheirismos e mais alguns.
Pois é, princesas, podem culpar o velho Walt de vos ter invadido a casa em plena infância e de vos ter apresentado todos estes magníficos seres meramente fictícios. Eu cá vos digo que a única "lição" que podemos retirar da história da Cinderela é que ela é a prova escrita de que um novo par de sapatos nos pode mudar a vida (então se forem uns manolos ou uns louboutins, upa upa!). Contudo, e tal como eu estava a pregar, não caiam no erro de quererem ser uma Ariel e desejar aquilo que não podem ter, não se deixem levar pela cantiga do Aladin e da sua Yasmin, até porque o "mundo ideal" não passa de um sonho utópico. É exactamente isso: um sonho. E sonhar é grátis, meninas.
O meu conselho é que não tirem os pés do chão, deixem-se de altos voos e desçam do tapete até porque ele é tudo menos mágico e, se pensarem bem (vá lá, só um pequenino esforço), é neles, nos tapetes, que todos os dias limpamos os nossos sapatinhos de não-cristal.

O meu ponto é este: abram a pestana, belas adormecidas, não esperem eternamente pelo príncipe encantado com que tanto (ainda!) fantasiam. As relações quase nunca têm um "...e viveram felizes para sempre" no final e o conceito de homem perfeito não passa disso mesmo, de um simples conceito (oco, por sinal). Se deixarem que se enraíze nas vossas lindas cabecinhas e nos vossos inocentes corações a ideia de que há um Hércules, qual deus do Olimpo, por aí para cada uma de vocês, não vão conseguir ver a verdadeira beleza das coisas, que, a propósito, pode estar mesmo debaixo dos vossos narizes. Nenhuma de vocês é a Alice nem sequer estão no País das Maravilhas… certo?
Além disso, o mais parecido a um príncipe encantado bem ao estilo Disney que poderão ter não se escolhe por encomenda à la carte. As pessoas tornam-se naturalmente perfeitas aos nossos olhos quando passámos a conhecê-las melhor, com tudo a que temos direito, umas doses de qualidades e outras tantas de defeitos incluídas no menu, e quando as aceitamos assim, sem tirar nem acrescentar. Aí, quando isso acontecer, saberão que o vosso príncipe não precisa sequer de uma coroa, quanto mais do título.
Até lá, abandonem a síndrome Peter Pan de não quererem crescer e deixem essas ideias tontas para a Pocahontas. Apesar de vocês terem sempre todo o tempo do mundo (até porque uma princesa nunca chega tarde nem nunca se atrasa para nada, os outros é que chegam cedo), o vosso "príncipe", se assim lhe quiserem chamar, aparecerá quando menos esperarem, assim… como por magia. E, até lá – acreditem, princesas – ainda terão de lidar com alguns sapos.

[04.37pm]
E esta foi a minha crónica de tema livre para técnicas de expressão de português :)

28/09/2010

~ às vezes

Às vezes é preciso dar com o nariz na porta, bater com a cabeça na parede e reunir forças das que movem montanhas. É preciso parar para reflectir, encher o peito de ar fresco, erguer a cabeça e fazer tudo outra vez, desta vez direito; fazer bem feito, fazer diferente, mas fazer. O verbo 'conseguir' torna-se imperativo e tentar once again assume um papel importante, o de uma verdadeira prioridade.
Às vezes é preciso ter tomates mesmo que não sejamos homens, ter estofo como o do sofá da sala, moral e energia para nos superarmos a nós próprios. Às vezes é preciso dar a conhecer a nossa melhor cara, fazer o nosso melhor sorriso e esperar que a vida nos retribua sem nunca abandonar a estrada. Às vezes é preciso cair para nos levantarmos com a força de um gigante e mais seguros do que nunca. Às vezes, algumas, isso acontece.

[07.57pm]

19/01/2010

~ plágio faz-me comichão

Normalmente publico um texto autobiográfico que tenha escrito mais recentemente ou uma foto juntamente com um excerto de uma música ou até cito passagens de livros ou séries mas hoje irritei-me e se há coisa com a qual eu não posso, se há merda que me faz confusão é o plágio. Não é bem a primeira vez, já vi escritos meus 'adaptados', diga-se, mas agora SALTOU-ME A TAMPA!
Não é que eu fui dar uma vista de olhos pelo mundo dos hi5s e dou de caras com uma "descrição" que só me foi um bocadiiinho familiar? Não é que o raio da tal "descrição" (
esta aqui de uma Joana Fonseca) é uma última frase escrita por mim neste texto? A maior bitchness nem sequer é esta, até aqui até se tolera, foi mais eu ter comentado a porcaria da foto deste ser extremamente criativo e original e de ele se ter dignado a não aceitar o comentário e - pior! - a não mudar uma palha da "descrição". Teve a latona de vir ver quem eu era (ao menos privavas as visitas, naive) e de deixar tudo como estava sem sequer se dignar a responder-me. Vai daí que "denunciei infracção" (por pornografia, não interessa), não que resolva alguma coisa mas já é uma picadinha no rabo. Bem, são coisas como estas que me fazem comichão. Muita.
E é por estas e por outras que bloqueei o meu cantinho
e pelas quais ela também decidiu bloquear o hi5.

21/12/2009

~ nos últimos dias

Nos últimos dias tenho-me apercebido de muitas coisas:

-que mostrar-me receptiva a conversas sérias pode ajudar a arrumar melhor as ideias;

-que uma loucura de one night stand, apesar de não fazer n-a-d-a o meu género, até que me pode fazer bem;

-que tenho comigo as melhores pessoas do MUNDO, as minhas meninas de sempre e para sempre fizeram-me uma surpresa e apareceram no meu almoço de família (tudo combinado, claro) com uma caixa pesadíssima e enoooooorme, forrada por elas onde, depois de nadar por entre muito papel cortado às tiras (à la mano!), eu fui encontrar um pacote de lenços ao estilo kleenex todo ele escrito por elas com citações de Fernando Pessoa e uma expressão minha que, pelos vistos, digo sempre que vejo uma "grande frase", mais uma caixa de bombons baci (cada um traz a sua mensagem, como se sabe) e um álbum (embrulhado!) LINDO sobre a minha (nossa!) vida t-o-d-a com fotografias, textos, diálogos, captanços, private jokes e tudo e tudo desde os meus três anos até agora, ao final dos dezassete. Claro que dei logo uso à caixinha dos lenços;

-que a mana T. é (ainda!) mais protectora do que eu imaginava;

-que agora atingi a maioridade e já vou começar a tirar a carta (começo amanhã a minha primeira lição!);

-que já vou ter o meu próprio cartão multibanco (finally!);

-que me faltou a tua mensagem bem ao estilo descontraído, como se não tivesses certezas sobre o meu dia de aniversário assim como o teu abraço, ainda que a R. me tenha dado um beijinho por ti;

-que este ano não vai haver natal, nem as casas nós enfeitamos porque nos faltas tu e sem ti não há o espírito e que as saudades não diminuem.

06/07/2009

~ (eu sou...) eu

"I’m a bitch I’m a lover I’m a child I’m a mother I’m a sinner I’m a saint (...). Tomorrow I will change and today won’t mean a thing".

Faço quase tudo por quatro pessoas essenciais à minha existência e só preciso dessa mão sem um dedo para ser feliz. Não sou nada (nadinha!) irónica e adoro provérbios chineses e frases feitas. A minha melhor amiga sabe melhor do que eu quando vou vomitar e adora juntar-se à nossa esteticista para gozar com a minha face em obras (gira tudo à volta do chocolate).
Se a minha mãe fosse uma barbie, a bimby seria o acessório que viria com ela. Tenho um fox terrier rabeta, um pai angolano e uma gata preta. Sou viciada em chocolate (por vezes vejo-me obrigada a recorrer ao de culinária), em happy tree friends e aliciada por apostas. Tenho um amigo que tem um ukulélé (agora é a parte em que cerca de 97% de vocês vão pesquisar ao google, 1% vai continuar na ignorância de não saber o que raio ukulélé significa e os restantes 2% vão achar-me uma perfeita idiota porque, na verdade, sabem o que é um ukulélé praticamente desde que nasceram) e tenho ciúmes da micose* do meu melhor amigo, chamemos-lhe assim, principalmente quando ele não pára de tocar nela. Outra coisa que também tenho é mau humor matinal.
Adoro tudo o que seja diferente, que fuja a regras e a estereótipos, coisas esquisitas, mais precisamente. Sou supersticiosa qb, fruto de uma inseminação intra-peritoneal, devoro livros, só gosto de queijo derretido, sei sambar e gosto muito de tentar fazer bodyboard, não tenho um estilo de roupa propriamente definido, colecciono bilhetes de avião, nunca comi hamburgers no mac e chego com a língua ao nariz. In fact, I’m a lil bit wierd.
Um dos episódios de que mais gosto da minha vida remete-me para há uns anos atrás, quando fui ver incubus a Lisboa numa terça ou quarta-feira com um teste de físico-química no dia seguinte ao primeiro tempo. Escusado será falar sobre a linda nota que tirei, mas isso não é para aqui chamado. Agora vocês perguntam-me: "yah, e agora, queres um biscoito?" não, não quero, mas uma bolacha recheada com pasta de cacau até que caía bem.
Outra das minhas características é que, geralmente, não me dou ao trabalho de pensar muito nas decisões que tomo sendo que depois, na maioria das vezes, acabo por ser surpreendida pelas consequências. Só 'cago' nas pessoas por quatro ou cinco razões: por serem cínicas, hipócritas, por falta de paciência, para comer, para dormir e/ou escrever. Graças a qualquer coisa muito muito boa, posso-me gabar de ter daqueles amigos que, caso tenha orégãos no meio dos dentes, são os primeiros a avisar-me.
Apesar de não ser religiosa, acredito que tenho dois anjos da guarda, um que agora está no céu e outro que me protege cá em baixo na terra. Se há coisa que odeio são pessoas indirectas que não dizem logo tudo, daquelas cheias de rodeios que se fazem passar por coisas que não são só para atingir um determinado objectivo ou que falam por meias palavras em vez de questionarem na hora, daquelas que começam uma conversa aparentemente banal com uma certa finalidade abordada posteriormente. No fundo, venero aquelas criaturas que falam connosco com intenções mal disfarçadas que se podem topar a léguas, that's what I'm talking about. É isso e touradas. E as pessoas que contribuem com audiências quando as touradas são transmitidas. E plágios. Realmente, há seres irritantes que haviam de escorregar no chão molhado de uma qualquer casa de banho e bater com a nuca na esquina do balcão do lavatório.
Só digo asneiras em contextos em que se podem utilizar como expressões ou quando estou muito enervada, tenho um lado dark mas o “cidade dos anjos” é o meu filme favorito. Tenho um orgulho e uma lata descomunais (se bem que mais orgulho do que lata, diga-se) e sou um bocado contraditória nalgumas cenas que nem eu percebo (sou do género: olha para o que digo, não para o que eu faço). Princípios, é outra coisa que também tenho muito patente. Não me humilho por nada, mesmo que isso me custe caralhos e até que poderia escrever que também não choro por ninguém caso o desejo e a vontade fossem maiores do que o controlo que possuo sobre mim mesma.
O Nicholas Sparks sabe que é o homem da minha vida mas ainda diz que é muito cedo para o admitir. Dou valor a pequenos gestos, às chamadas 'conices', àquelas pequeninas coisas personalizadas e exclusivas feitas propositadamente para a pessoa x ou y (especialmente se eu for a x ou a y). Uma das qualidades que mais aprecio nas pessoas é o bom-senso. Quanto a surpresas, se gosto ou não delas, é algo que ainda estou por descobrir.
Gosto muito de fazer textos sem o mínimo de nexo, cheios de frases soltas tipo este e vou adorar a impressão com que vão ficar sobre a minha pessoa após terem lido isto (ah, agora é a parte em que vou dormir ou comer, por exemplo, visto que essa tal 'impressão' me afecta profundamente).

*micose: nome carinhoso com o qual baptizei a guitarra.

[na hora...]

14/04/2009

~ 'escreber vem'

Hoje a sopa derrama ligeiramente pela tigela fora, o garfo foge da mão com medo de cortar o nervo do bife já morto no prato e o verniz escarlate estala. A comichão é como a alergia à urticária que, convenhamos, é mais que muita. Hoje indigno-me e rio-me sozinha com os disparates que vou lendo aqui e acolá.
Numa espécie de desabafo num tom íntimo – em calão, mais precisamente, decido então recorrer às ironias e gozar um bocadinho do ridículo que me vai chegando às mãos (sim, dá-me um certo gozo e tenho um gostinho especial em criticar certas "obras de arte") de quem tão vem save escreber e que comete as maiores atrocidades na língua portuguesa (essa mesmo que dizem ser traiçoeira). Começo, portanto, por dizer que curto ao molhe aquelas pessoas que não sabem que 'geito' se escreve com J, que 'quizeste' e 'disses-te' não existem e que 'promenor' na realidade é 'pormenor'. Também curto largo aquelas criaturas surreais que têm a originalidade de escrever 'perciso' em vez de 'preciso', 'ancioso' no lugar de 'ansioso' e, como se não bastasse, há ainda quem seja capaz de escrever 'tínhamos' com hífen a separar o '-mos'. Ah! E para acabar em beleza, resta-me confessar que admiro imenso essas mesmas pessoas super criativas principalmente quando se dirigem para a despensa da fábrica de conservas que possuem lá em casa e têm a lata descomunal de plagiar textos e de os dedicar em nome delas. E pronto, é só isto...
A sopa verte borda fora, o garfo arranha o prato num ruído estridente, o verniz cede e a comichão finalmente implora por cortisona.

25/03/2009

~ protótipos de estereótipos

Estive a pensar – sim, porque às vezes dá jeito nem que seja mesmo só para aparvalhar – e cheguei a uma conclusão:
toda a gaja da sociedade actual usa diariamente carradas de base e tem pelo menos um gajo que já tenha comido no top do hi5 e todo o gajo de hoje em dia, de vez em quando, fica amuado (ou gosta de tentar passar-se por tal) com a mínima palavra de engate da típica gaja da base que, muito provavelmente, vai voltar a comer.
Teorias...

15/03/2009

~ coisas (minhas)

Capicuas. Cena à Sparks. Sem perguntas. Logo se vê. A vida é feita de escolhas. Ter um timing (im)perfeito. Não complicar, tornar as coisas simples. Dunas. Nunca o deixar. Croquete. Ser um amor. Ser mázinha. Mais seca, conseguir ser. Ser postaleca. Conseguir ser diferente, não ser igual a todas. Telepatia. Is this love? Coldplay. Iris. Sueca. Pôr entraves. Ter falta de chá. Não ter apetite. Português suave. Ráqui. Pseudo. Ra. Bichinho. Trunfas. Qelix. Abrir uma excepção. Metro. Leãozinho. Boomerang. Bolachas de chocolate e ucal. 11. Pácotxi. Vidente. Coca-cola. Amor de Romeu e Julieta. 22.

vou contar-vos dois segredos meus...

01/01/2009

~ vontade (foste tu quem mexeu no meu queijo)

"vontade de bater na tua porta e te dizer:
você me faz feliz demais,
o tempo parece parar quando a gente ta junto (...)"

Não estava com saudades nem tão-pouco sentia a sua falta, apenas lhe apetecia estar com ele (pelo menos assim pensava ela). Abraçá-lo, sentir-lhe o calor da respiração fundir-se com a dela, aquelas mãos grandes e quentes enfiadas nos bolsos de trás das suas calças, senti-lo por perto.
Sabia que talvez seria dar demasiado (mais do que o que devia, com certeza) se caísse na tentação de lhe dizer que queria estar com ele. Ele não merecia o valor que lhe dava e isso já ela sabia de cor e salteado e de trás para a frente desde ‘aquele final de dia’. Dizer-lhe “quero estar contigo” – que traduzido queria dizer “tenho morrido de saudades tuas, por favor diz-me que também queres estar comigo”seria dar-lhe a faca e o queijo para a mão e ela sabia, mais uma vez, que dotes culinários não eram, de todo, o seu forte (nem nunca poderia, sequer, ser chefe de cozinha); ele não merecia. E, como toda a gente sabe, quer a faca caia no queijo ou o queijo na faca, o queijo vai sofrer. Além disso, questionar-lhe se queria estar com ela seria arriscar aquilo que não queria, ao que preferiu fazer orelhas moucas. Com ele era tudo sempre assim, tão imprevisível como ver um pirilampo de dia.
De qualquer maneira, nestas coisas quando a vontade é grande, tem por norma falar sempre mais alto e por vezes torna-se muito difícil calar tamanha tagarela. Assim sendo, perguntou-lhe se não queria “cometer uma loucura”. Para sua surpresa, ligou-se uma nesga de luz e ele pediu-lhe que definisse ‘loucura’. Detestava quando ele usava as suas próprias falas como forma de contra-resposta. Contudo, a reacção de como quem reconsidera uma sugestão era a confirmação de que ela precisava. Por outras palavras, o pirilampo acendeu a luz. Atraída pela luminosidade, pediu-lhe que viesse ter com ela independentemente das horas tardias e “sem perguntas”. Ele não havia perguntado nada, é verdade, mas a sua objecção era isso mesmo, uma pergunta em forma de disfarce.
Desde cedo que foram aprendendo a funcionar assim, sem pôr em causa, acreditando, só. Deixando-se levar, aceitando a incerteza, sempre às cegas, confiando aos poucos. Na realidade, se “tudo merece confiança para ser merecido”, confiar está na base de tudo o que à partida se conquista.
Foi então que ele foi até ao início da rua, em plena madrugada, na primeira noite – ou seria dia? – do ano e que ela, com a sua velha sweat enfiada à pressa e o cabelo desgrenhado, foi ter com ele ao cimo da sua rua e que se abraçaram.
Não queria ter-se dado logo, afinal de contas ele não merecia. Mas o que é que se pode fazer quando a vontade adora longas conversas e fala mais alto do que uma qualquer vozinha interior dona da razão? Às vezes é assim, há que saber ceder e quando não se consegue controlar o coração, não adianta contrariar. Ainda para mais quando nos aquecem as mãos – e, sem saberem, o coração – e nos chamam pelo diminutivo com aquele jeito que só quem nos aquece por dentro sabe ter.
Por enquanto não foi desta que a faca caiu no queijo apesar de já ser tarde para que o queijo esteja intacto visto que o primeiro pedaço já foi retirado do frigorífico e cortado. Ainda bem que há queijo que não se come, que só serve para se deixar na beira do prato. Ainda assim, vai uma fatia?

[05.03am]

14/10/2008

~ 800

Ela “ia num pé e vinha noutro”. Quando lá chegou, desatou a correr na direcção dele mas não o cumprimentou logo. Lançou-lhe um daqueles olhares de esguelha, não tão fulminantes quanto cúmplices e um sorriso travesso numa expressão traquina que eu julgava que só as meninas marotas e pequeninas como eu conseguiam ter. Deu-lhe dois beijinhos, que eu lembro-me! Ele retribui-lhe o olhar e puxou-a num 'xi'. Deu para perceber que tinham sentido a falta um do outro pelo tempo que o abraço demorou mas nenhum deles ousou admitir que sentira saudades. Quando se separaram, entreolharam-se. Ele com as mãos nos castanhos e desajeitados cabelos dela e ela com o rosto dele entre as suas próprias mãos. Ficaram assim durante muito tempo como um pintor que decora e absorve cada traço de alma das suas musas. Parecia que temiam algum dia vir a esquecerem-se dos detalhes e das linhas que constroem um rosto - dois, neste caso, o dele e o dela. Sorriram uma vez mais e só então é que ela lhe murmurou qualquer coisa. Não lhes consegui interpretar os gestos nem lhes ler os sinais durante esses instantes. E depois… depois vim-me embora.
Que não devia ter ido sabia-o ela desde o início. Não lhe faças mal, castiga-me antes a mim. Ela disse-me que voltava
“num piscar de olhos” e eu sei que já pestanejei muitas vezes mas ela não teve culpa, mamã.

[10.07am]

06/10/2008

~ sonhamos (com) os dois

"(...) hold on to your words 'cause talk is cheap
and remember me tonight when you're asleep"

Rodou as chaves na fechadura tantas ou mais voltas quantas a sua cabeça parecia dar. Subiu as escadas pé ante pé, de mansinho para não acordar alheios, com os sapatos de salto alto na mão e, apalpando paredes e seguindo o rasto de luz dos primeiros raios do sol que despertava e que penetrava a grande clarabóia do corredor principal do segundo andar, conseguiu finalmente alcançar o seu quarto. Missão cumprida. Atirou os sapatos camuflados pelo fundo preto do tapete e o top vermelho duma noite, tresandando a cheiro de cigarros e a bebida pura – provavelmente vodka – derramada, voou para cima do puff rosa-choque. Rosa-choque. Ora aí está uma cor que ela nunca percebeu o porquê de a ter no quarto, uma vez que sempre a detestou.
Deslizou o seu contrária e aparentemente magro e pesado corpo para dentro dos lençóis ao mesmo tempo que desapertava o fecho éclair da berguilha e se soltava das justas calças de ganga. Ignorou a almofada que rapidamente se encheu de um pó de rosto brilhante, esquecendo-se que trazia os olhos carregados de rímel e que, provavelmente, iria acordar borratada no final desse mesmo dia (ou, quem sabe, no dia seguinte).
Deixou-se cair vagarosamente sobre o colchão e nem se recorda de como ainda conseguiu reunir forças para lhe mandar um "Já cheguei a casa. Continuação de um sono bom, menino (: @".

* * *

Agora, que ambos estão a dormir, partilham, sem saber, do mesmo sono. Rosa-choque? Não, verde-alface.

[12.41am]