Dia de S. Martinho. Não o escolhi por ser uma capicua, por ser o dia do mesmo número do mês… não o escolhi de propósito, sequer. E, no entanto, custou-me tanto… Andamos neste “vai-não-vai” demasiado tempo para que me fosse indiferente. No final, não consigo nunca deixar de ser a mesma de sempre. Não pediste licença para entrar, nem eu ta quis dar mas a verdade é que entraste (não por te teres esforçado, não por teres querido mas por eu o ter simplesmente permitido), a realidade é que entraste. «Desde o começo, não sei quem és, no fundo não te conheço se calhar sou a culpada, se calhar até mereço».
O céu acordou rabugento na manhã de hoje, tal como eu se tivesse adormecido. Mas, ao contrário de mim, ele verteu água.
Eu estava confiante, segura de mim e senhora do meu nariz, acredita que estava. Tinha estabelecido um objectivo: o de nos resolver (a bem, a mal, fosse como fosse). «Nunca te prometi mais do que o que podia, prefiro encarar a realidade a viver na fantasia».
À medida que as horas iam passando, tão fugazmente a par do vento, o nervosismo era crescente cá dentro. As mãos suavam e tremiam, o coração palpitava descontrolado num ritmo excessivamente acelerado e a definição de ideias até aí arrumadas e bem assentes, ia sendo cada vez mais turva. À medida que as letras vermelhas do autocarro se iam modificando, eu tomava consciência de que a hora H do dia D estava prestes a chegar e que já não te encontravas tão longe quanto isso. Respirei o último ar da cidade que ia deixando para trás e calquei novo solo. A ansiedade fazia questão de me acompanhar a cada passo e, volta e meia, vinha dar-me a mão. Respirei fundo outra vez. Escusado seria dizer que, afinal de contas, já não estava assim tão dona do meu umbigo quanto isso. Não o demonstrei. Nunca conheceste a minha parte fraca, nunca me viste fraquejar (eu própria me repreenderia se deixasse que tal acontecesse) logo, também não iria ser hoje.
Fiz-te saber da minha presença – de te ver na ignorância estava eu farta – e mostrei-me disposta a conhecer as artérias do ‘teu território’ custe o que custasse (tu deves ter percebido essa indirecta). Caminhei durante meia hora sozinha por ruas sobre as quais nunca antes tinha ouvido falar só para te mostrar, em silêncio (como sempre) que, quando uma pessoa se empenha a sério em alcançar uma meta, consegue sempre chegar ao fim do trajecto. A questão é que aqui, não bastava apenas uma, era necessário o esforço de duas pessoas.
Continuei a andar, fui perguntando aos transeuntes onde ficava a morada que trazia comigo escrita na mão. Percebeste bem esta parte? Falei com pessoas que me são completamente estranhas – logo eu que, daquela vez em que estávamos na esplanada, tive que te pedir que chamasses o empregado para trazer a conta da minha bebida – só para chegar até ti; para nos resolver. Ainda que não tenha sido pelo melhor motivo, fui capaz de verbalizar, de enfrentar o meu “problema de expressão”. Caramba, hoje estou orgulhosa!
Virei à esquerda tantas que até perdi a conta às vezes. Percorri avenidas enquanto que à minha frente se iam desenhando, a cada pestanejar de olhos, mais e mais encruzilhadas e becos. Abotoei dois dos enormes botões do casacão vermelho-vivo; já não importava sentir-me bonita no meu generoso decote. No final de tudo, de que iria adiantar? Depois de andar um (dois, três…) bocado(s) mais, dei finalmente com a rua. Sabes, nem foi difícil porque quando o desejo e a vontade são como velhos amigos de infância, consegue-se chegar a todo o lado. Rodeada pelas folhas douradas típicas da estação dos ouriços, pisei-as, estalando-as instantaneamente.
Vindo de não sei donde, apareceste tu. Observei-te a atravessar a rua mas não quis que reparasses. Preferi virar a cara, o ar começava-me a faltar. Uma vez mais, respirei fundo.
Depois, vindo de não sei donde, apareceste tu. Ainda não te tinha visto até chegares ao meu lado do passeio… esquisito. Apareceste tu e o teu blusão verde-claro que te fica estupidamente bem. Por que é que tinhas de estar tão bonito justamente hoje? Chegaste e cumprimentamo-nos numa ‘calmaria demasiadamente calma’ – talvez por sabermos que seria a última vez – para que conseguíssemos afastar a tensão que nos abraçava a atmosfera. Olhaste para mim e esperaste que fosse eu a pioneira. Não me devia ter surpreendido tanto, sempre gostaste de me passar a batata-quente em primeira mão. Não sei como – devo ter ouvido mal – a minha voz, até então trémula, soou estranhamente relaxada quando te confrontei com a realidade. Nesse momento, vesti-me de samurai e, com a ponta da minha espada afiada, entalei-te contra a parede. «Não peço nada em troca, apenas quero sinceridade, por mais crua e difícil que seja, venha a verdade».
O céu acordou rabugento na manhã de hoje, tal como eu se tivesse adormecido. Mas, ao contrário de mim, ele verteu água.
Eu estava confiante, segura de mim e senhora do meu nariz, acredita que estava. Tinha estabelecido um objectivo: o de nos resolver (a bem, a mal, fosse como fosse). «Nunca te prometi mais do que o que podia, prefiro encarar a realidade a viver na fantasia».
À medida que as horas iam passando, tão fugazmente a par do vento, o nervosismo era crescente cá dentro. As mãos suavam e tremiam, o coração palpitava descontrolado num ritmo excessivamente acelerado e a definição de ideias até aí arrumadas e bem assentes, ia sendo cada vez mais turva. À medida que as letras vermelhas do autocarro se iam modificando, eu tomava consciência de que a hora H do dia D estava prestes a chegar e que já não te encontravas tão longe quanto isso. Respirei o último ar da cidade que ia deixando para trás e calquei novo solo. A ansiedade fazia questão de me acompanhar a cada passo e, volta e meia, vinha dar-me a mão. Respirei fundo outra vez. Escusado seria dizer que, afinal de contas, já não estava assim tão dona do meu umbigo quanto isso. Não o demonstrei. Nunca conheceste a minha parte fraca, nunca me viste fraquejar (eu própria me repreenderia se deixasse que tal acontecesse) logo, também não iria ser hoje.
Fiz-te saber da minha presença – de te ver na ignorância estava eu farta – e mostrei-me disposta a conhecer as artérias do ‘teu território’ custe o que custasse (tu deves ter percebido essa indirecta). Caminhei durante meia hora sozinha por ruas sobre as quais nunca antes tinha ouvido falar só para te mostrar, em silêncio (como sempre) que, quando uma pessoa se empenha a sério em alcançar uma meta, consegue sempre chegar ao fim do trajecto. A questão é que aqui, não bastava apenas uma, era necessário o esforço de duas pessoas.
Continuei a andar, fui perguntando aos transeuntes onde ficava a morada que trazia comigo escrita na mão. Percebeste bem esta parte? Falei com pessoas que me são completamente estranhas – logo eu que, daquela vez em que estávamos na esplanada, tive que te pedir que chamasses o empregado para trazer a conta da minha bebida – só para chegar até ti; para nos resolver. Ainda que não tenha sido pelo melhor motivo, fui capaz de verbalizar, de enfrentar o meu “problema de expressão”. Caramba, hoje estou orgulhosa!
Virei à esquerda tantas que até perdi a conta às vezes. Percorri avenidas enquanto que à minha frente se iam desenhando, a cada pestanejar de olhos, mais e mais encruzilhadas e becos. Abotoei dois dos enormes botões do casacão vermelho-vivo; já não importava sentir-me bonita no meu generoso decote. No final de tudo, de que iria adiantar? Depois de andar um (dois, três…) bocado(s) mais, dei finalmente com a rua. Sabes, nem foi difícil porque quando o desejo e a vontade são como velhos amigos de infância, consegue-se chegar a todo o lado. Rodeada pelas folhas douradas típicas da estação dos ouriços, pisei-as, estalando-as instantaneamente.
Vindo de não sei donde, apareceste tu. Observei-te a atravessar a rua mas não quis que reparasses. Preferi virar a cara, o ar começava-me a faltar. Uma vez mais, respirei fundo.
Depois, vindo de não sei donde, apareceste tu. Ainda não te tinha visto até chegares ao meu lado do passeio… esquisito. Apareceste tu e o teu blusão verde-claro que te fica estupidamente bem. Por que é que tinhas de estar tão bonito justamente hoje? Chegaste e cumprimentamo-nos numa ‘calmaria demasiadamente calma’ – talvez por sabermos que seria a última vez – para que conseguíssemos afastar a tensão que nos abraçava a atmosfera. Olhaste para mim e esperaste que fosse eu a pioneira. Não me devia ter surpreendido tanto, sempre gostaste de me passar a batata-quente em primeira mão. Não sei como – devo ter ouvido mal – a minha voz, até então trémula, soou estranhamente relaxada quando te confrontei com a realidade. Nesse momento, vesti-me de samurai e, com a ponta da minha espada afiada, entalei-te contra a parede. «Não peço nada em troca, apenas quero sinceridade, por mais crua e difícil que seja, venha a verdade».
Confiante ou nem por isso, segura ou hesitante, eu estava ali, seguindo-me pelas minhas próprias regras, regendo-me pelo meu próprio instinto. Nesta história, o final iria ser escrito pela minha própria mão, quanto a isso já não restavam dúvidas. Contudo, não me saiu tudo. Houve palavras que ficaram presas, retidas na garganta juntamente com perguntas por esclarecer. Porém, e muito sinceramente, isso já não me importa, não agora. Concordaste com o meu ponto de vista. Esqueci-me de te dizer mais duas ou três verdades mas já nada que contigo tenha a ver me diz respeito agora (também nunca me chegou a dizer…). No final de tudo, ainda não sei se foste cobarde ou simplesmente piedoso. Não me soubeste – ou sequer quiseste – articular um “sim” ou um “não”, tão simples quanto isso. Preferiste optar por um “mais ou menos” por um “talvez”, por um “se calhar”, por um copo meio cheio (ou terá sido meio vazio?). Foi falta de coragem e uma dose de pena para me dizeres que já te tinhas cansado? «Será que é medo? Será que para ti não passo de mais um brinquedo?».
Por favor, poupa-me às tuas respostas vagas ou à tua falsa (e hipócrita) compaixão. Deste-me as nossas pontas mal atadas, portanto foi-me mais fácil de desenvencilhar o nó.
Disseste-me que não querias que ficasse chateada, lembro-me porque foi das poucas coisas que me conseguiste pronunciar, cobarde (ou piedoso?)! Não fiquei, descansa. Se algum de nós teve culpa das expectativas que fui criando em torno disto, não foste tu com certeza. «(…) que fui criando em torno ‘disto’». Engraçado, tal como as tuas incertezas e pensamentos de corda-bamba, também esta nossa pseudo-relação não conseguiu obter uma mísera definição.
Disse-te que não estava chateada e que nem ia ficar. Odiei-te pela jeito – oh não, não te vou dar o prazer de o descrever – com que me olhaste. E, principalmente, odiei-te pela maneira com que me pareceste ainda mais bonito do que da vez anterior, como já tinha reparado segundos antes. Levaste o teu “monólogo a dois” para um rumo banal, enfatizando o facto de que, a partir daquele momento, seríamos como que colegas de escola capazes de falar sobre banalidades e outras tantas coisas igualmente interessantes. «Assim me expresso, sou fria e praguejo em excesso, se conseguíssemos dialogar já seria um progresso». Enfim, recorreste à nada subjectiva conversa de circunstância (oh, deixa-me ser irónica, só por esta vez). Aí sim, deu para ver o quão mal me ficaste a conhecer. «(…) e se ainda não me conheces então nunca conhecerás».
Não estava para te ver naquela figura ridícula de quem tenta contornar a situação como se duma rotunda ela se tratasse nem tão pouco eu estava para compactuar com tamanha parvoeira. Que inocente! Não tiveste mesmo noção do clima, pois não? Nem sei porque pergunto, já deveria saber de cor que, para ti, nunca foi importante o suficiente para veres mais do que os dois palmos à frente da tua testa. A única forma de sair dali sem que te deixasse a falar com os botões invisíveis do teu blusão, foi dar-te um beijo – não de amizade, nem tão-pouco de amor (nunca tos dei, para quê gastá-los na despedida?); não de ironia, não por pena, não por compensação, não de nada. Um pequeno, demorado e abstractamente indefinido beijo no intuito de te mostrar que, apesar de não termos ficado mal, não ficamos tão bem assim. Eu não, pelo menos. Por isso, e mais uma vez, na esperança de que enxergasses mais do que dois dedos à frente dos olhos, respondi-te à pergunta – retórica ou não – que me tinhas feito no primeiro dia, quase três meses antes. Devo ter silenciosamente respirado fundo para me ter conseguido agarrar à coragem que trazia no fundo do bolso para te dizer que aquilo sim, tinha sido um episódio à Picoult, para ter rodado nos calcanhares e virado costas para amassar mais meia dúzia de folhas vermelhas e douradas pelo caminho.
Concluindo, quero que saibas que me fizeste um bem tremendo, que contigo aprendi muita coisa – oh, se aprendi! –, que foste um teste no qual eu me consegui safar, por assim dizer, e que «as coisas não foram bem assim», como tu as quiseste pintar. «Como foram?» – perguntas-me tu. «Não sei…», ou melhor, até sei, agora eu sei tudo (pois, não sou cobarde): “as coisas”, meu amor de Verão tardio, nem chegaram a ser…
Por favor, poupa-me às tuas respostas vagas ou à tua falsa (e hipócrita) compaixão. Deste-me as nossas pontas mal atadas, portanto foi-me mais fácil de desenvencilhar o nó.
Disseste-me que não querias que ficasse chateada, lembro-me porque foi das poucas coisas que me conseguiste pronunciar, cobarde (ou piedoso?)! Não fiquei, descansa. Se algum de nós teve culpa das expectativas que fui criando em torno disto, não foste tu com certeza. «(…) que fui criando em torno ‘disto’». Engraçado, tal como as tuas incertezas e pensamentos de corda-bamba, também esta nossa pseudo-relação não conseguiu obter uma mísera definição.
Disse-te que não estava chateada e que nem ia ficar. Odiei-te pela jeito – oh não, não te vou dar o prazer de o descrever – com que me olhaste. E, principalmente, odiei-te pela maneira com que me pareceste ainda mais bonito do que da vez anterior, como já tinha reparado segundos antes. Levaste o teu “monólogo a dois” para um rumo banal, enfatizando o facto de que, a partir daquele momento, seríamos como que colegas de escola capazes de falar sobre banalidades e outras tantas coisas igualmente interessantes. «Assim me expresso, sou fria e praguejo em excesso, se conseguíssemos dialogar já seria um progresso». Enfim, recorreste à nada subjectiva conversa de circunstância (oh, deixa-me ser irónica, só por esta vez). Aí sim, deu para ver o quão mal me ficaste a conhecer. «(…) e se ainda não me conheces então nunca conhecerás».
Não estava para te ver naquela figura ridícula de quem tenta contornar a situação como se duma rotunda ela se tratasse nem tão pouco eu estava para compactuar com tamanha parvoeira. Que inocente! Não tiveste mesmo noção do clima, pois não? Nem sei porque pergunto, já deveria saber de cor que, para ti, nunca foi importante o suficiente para veres mais do que os dois palmos à frente da tua testa. A única forma de sair dali sem que te deixasse a falar com os botões invisíveis do teu blusão, foi dar-te um beijo – não de amizade, nem tão-pouco de amor (nunca tos dei, para quê gastá-los na despedida?); não de ironia, não por pena, não por compensação, não de nada. Um pequeno, demorado e abstractamente indefinido beijo no intuito de te mostrar que, apesar de não termos ficado mal, não ficamos tão bem assim. Eu não, pelo menos. Por isso, e mais uma vez, na esperança de que enxergasses mais do que dois dedos à frente dos olhos, respondi-te à pergunta – retórica ou não – que me tinhas feito no primeiro dia, quase três meses antes. Devo ter silenciosamente respirado fundo para me ter conseguido agarrar à coragem que trazia no fundo do bolso para te dizer que aquilo sim, tinha sido um episódio à Picoult, para ter rodado nos calcanhares e virado costas para amassar mais meia dúzia de folhas vermelhas e douradas pelo caminho.
Concluindo, quero que saibas que me fizeste um bem tremendo, que contigo aprendi muita coisa – oh, se aprendi! –, que foste um teste no qual eu me consegui safar, por assim dizer, e que «as coisas não foram bem assim», como tu as quiseste pintar. «Como foram?» – perguntas-me tu. «Não sei…», ou melhor, até sei, agora eu sei tudo (pois, não sou cobarde): “as coisas”, meu amor de Verão tardio, nem chegaram a ser…
* * *
«Acho que nunca soubeste o quanto gostei de ti, esta é a carta que eu nunca te escrevi». Sabes, podes continuar a ser orgulhoso, eu não me importo de repartir metade do orgulho contigo, até podes ter razões para isso. Podes ficar contente por teres ganho este jogo de xadrez, ou não tivesses tu comido a rainha.
Xeque-mate!
[10.44pm]
9 comentários:
acho qe apesar de tudo podemos chama-lo de namoro ;)*
"Desde o começo, não sei quem és, no fundo não te conheço
Se calhar sou o culpado, se calhar até mereço
Quis confiar em ti mas não deixaste, tu não quiseste
Imagino as coisas que tu nunca me disseste
Ás vezes queria ser mosca e voar por aí, pousar em ti
Ouvir o que nunca ouvi, ver o que nunca vi, nem conheci
Saber se pensas em mim quando não estás comigo
Será que és minha amiga como eu sou teu amigo?
Será que falas mal de mim nas minhas costas?
Há coisas em ti que tu não mostras ou já não gostas?
Quantas vezes te pedi para seres sincera, quem me dera
Imagino tanta coisa enquanto estou á tua espera
Apostei tudo o que tinha saí a perder, sem perceber
Já fui surpreendido porque quem pensei conhecer
Sem confiança a relação não resiste, o amor não existe
Quando mentiste, não fiquei zangado mas triste
A carta que eu nunca te escrevi
A carta que eu nunca te escrevi
Não peço nada em troca, apenas quero sinceridade
Por mais crua e difícil que seja, venha a verdade
Será que me enganas? Será que chamas a outro o que me chamas?
Será que é verdade quando me dizes que me amas?
Será que alguém te toca em segredo? Será que é medo?
Será que para ti não passo de mais um brinquedo?
Será que exagero? Será que não passa de imaginação?
Será que é o meu nome que tens gravado no coração? Ou não?
Eu sou a merda que vês mas ao menos sabes quem sou
E sabes que tudo o que tenho é tudo aquilo que te dou
Nunca te prometi mais do que podia
Prefiro encarar a realidade a viver na fantasia
A carta que eu nunca te escrevi
A carta que eu nunca te escrevi
Também te magoei mas nunca foi essa a intenção
E acredita que ver-te infeliz partiu-me o coração
Mas errar é humano e eu dou o braço a torcer
Reconheço os meus erros e que já te fiz sofrer
Porquê que não me olhas nos olhos quando pedes perdão?
Será por saberes que neles vejo o reflexo do teu coração?
E os olhos não mentem quando a boca o faz
E se ainda não me conheces então nunca conhecerás
Serás capaz de fazer o que te peço?
Desculpa-me ser mal educado quando stresso
Assim me expresso, sou frio e praguejo em excesso
Se conseguíssemos dialogar já seria um progresso
A chama enfraquece sinto que está a morrer aos poucos
Porquê que é assim? Será que estamos a ficar loucos?
Acho que nunca soubeste o quanto gostei de ti
Esta é a carta que eu nunca te escrevi"
"A carta que eu nunca te escrevi", Boss AC.
"Podes ficar contente por teres ganho este jogo de xadrez, ou não tivesses tu comido a rainha.
Xeque-mate!"
Sabes bem o que acho do texto, adorei isto é se não amei mesmo! E tudo o que eu digo, tudo o que eu pressinto tem um fundo de verdade, e isso viu-se aqui hoje mesmo e lá no dia D!! Quanto ao xadrez tenho mesmo de fazer uma crítica, o rapazinho de camisola verde não ganhou o jogo... só ganhas o jogo de xadrez quando comes o rei e ele comeu a rainha logo só comeu uma das peças mais importantes (se não a mais). Tu sim fizeste Xeque-Comi-te!! Que ignorância Qel x) LOL
Olha em frente mas dá sempre uma escapadela para o passado que de mau não tem nada meu xuxu e curte fácil dele que vais ser sempre feliz;)
Always love you.
Conta comigo neste cena à Picoult ou na próxima à Sparks, que eu estarei aqui amor!!
Está tão intensa Qel, adorei.
mas por outro arrepiei-me a ler, enfim.
:)
hum, há por aqui muitas opinioes, portanto!! if you know what i mean ;)
eu sempre gostei muito de 'voces' e da tua pseudo relaçao (ou namoro ;)) e tu tambem tens que gostar, sem rancor. relembrar, sem rancor.
é a vida, há coisas q nao funcionam e a verdade é q nada q nao funcione está isento de culpa, alguem teve que 'falhar'..
"E talvez a cada vez tenhamos sido forçados a nos separar pelos mesmos motivos.Isso significa que este adeus é ao mesmo tempo um adeus pelos últimos dez mil anos e um prelúdio do que virá."
(Diário de uma paixão)
amo-te miuda
que texto incrive, cheio de sentimento! adorei, adorei. Parabéns (: beijinho
gostei do teu trabalho neste blog, estive a ver alguns posts e a forma como escreves está muito boa e interessante de se ler =)
boas partilhas de momentos de vida.
não sou dona nem tenho poder sobre a bola de cristal de ninguém, e quem me dera a mim que fosso reconstruida outra vez..
(adorei o teu texto, parabéns)
um beijo, Qel :*
"Não peço nada em troca, apenas quero sinceridade, por mais crua e difícil que seja, venha a verdade."
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