...que hoje completarias 27 primaveras e eu continuo a perguntar-me como estaria a tua vida nos dias que correm, a imaginar-te num presente que nunca irás viver, pelo menos da mesma maneira que nós, que cá deixaste. Ainda penso no que é que estarias a fazer agora, neste exacto momento, por exemplo, se não tivesses escolhido encurtar os (teus) anos. Hoje estás – estarias(?) – de parabéns pelos teus 27 anos, João, mas, para mim, terás sempre 21* (e estarás sempre assim, bem colado a mim).
*o número cuja simbologia corresponde à "fatalidade perfeita" no Frei Luis de Sousa, uma das obras que tive de estudar no meu 11º ano, quando partiste. Uma parvoíce em que, inconscientemente, acabei por reparar.

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