"Tento ter a força pra levar o que é meu,
sei que às vezes vai também um pouco de nós.
Devo concordar que às vezes falta-nos a razão
mas nego que há razões para nos sentirmos tão sós".
Não se espera um "amo-te" de volta quando proferimos um. Não se diz que se ama só porque sim, só porque é a despedida e até cai bem ou só para se ser compensado, para ver o nosso amor retribuído. Isso é o tal amor podre; o que eu chamo de 'amor vazio'.
Para mim, "amo-te" não deve ser dito de uma maneira magoada, é uma palavra que se torna feia e triste quando dorida. Nunca se deve pronunciar um "amo-te" a medo tirando o primeiro, que é sempre tímido. Se o fizermos, trata-se de um "amo-te" podre e inseguro, porque há uma troca implícita, exige-se devolução. Se não nos responderem da mesma maneira, ficamos igualmente amargurados e mais valia nem ter dito nada, que só estamos a banalizar algo que deveria ser raro.
Por isso hoje não to dei de volta, fiquei com ele todo só para mim, que bem estava a precisar.
Queria muito dizer-te que te amo agora mas não gosto de amores feridos e o nosso merece mais.
[02.18am]
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