«A tua morte é sempre nova em mim. Não amadurece. Não tem fim.Se ergo os olhos dum livro, de repente
tu morreste.
Acordo, e tu morreste.
Sempre, cada dia, cada instante,
a tua morte é nova em mim,
sempre impossível.
E assim, até à noite final
irás morrendo a cada instante
da vida que ficou fingindo vida.
(...)
Viverei até à hora derradeira a tua morte.
Aos goles, lentos goles. Como se fosse
cada vez um veneno novo.
Não é tanto a saudade que dói, mas o remorso.
O remorso de todo o perdido em nossa vida,
coisas de antes e depois, coisas de nunca,
palavras mudas para sempre, um gesto
que sem remédio jamais teve destino,
o olhar que procura e nunca tem resposta.
O único presente verdadeiro é teres partido».
Adolfo Casais Monteiro.
8 comentários:
um abraço forte, silencioso.
Estou ctg em pensamento..
chorei com o poema. senti a tua dor. mandei-te um abraço cheio de carinho. sabes que estou aqui. sempre. (...)
obrigada ^^ força é mesmo o que preciso.. *
dói mesmo.
Gostei :)
"O único presente verdadeiro é teres partido"
[porque acho que tudo se resume simplesmente a isto... todas as palavras são vãs..]
então troca, pleasee!
És muito especial Quel*
Mesmo sem te conhecer pessoalmente sei-o.
E é só o que consigo dizer numa altura como esta.
Sem palavras perante o que disseste :/
Um abraço e um beijinho de conforto *
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