Gosto quando estamos no meu quarto e tu reparas que falta um peluche em cima da cama e do facto de saberes de cor quem é que me deu qual. Gosto quando notas que pintei as unhas de outra cor, que estiquei o cabelo ou que mudei de creme hidratante de corpo. Gosto do cheiro do teu perfume e gosto ainda mais de saber que só usas o unforgivable quando vens ter comigo. Gosto quando prevês aquilo em que eu estou a pensar e me brindas com uma resposta antes do tempo tal como eu também te faço a ti e tu me perguntas se consigo ler mentes. Gosto quando me tiras o prato da frente para logo voltares com o meu crepe de chocolate revestido em natas e de quando me chamas de 'menina'.
Gosto quando pegas em mim às cavalitas e até quando temos as nossas lutas de cócegas. Gosto quando te lembras dos meus pontos fracos e me arrepias de propósito e gosto de ver a satisfação que isso te dá. Gosto de quando, em plena rua, rimamos com vozes e versos igualmente parvos e fingimos ser rappers conceituados, de quando fazes aqueles truques com a língua quando me beijas e de quando me dás abraços de cortar a respiração. Gosto da sensação que me causas de cada vez que me sussurras ao ouvido, mesmo que isso soe a um cliché, e de cada palavra que me dizes enquanto o fazes, gosto quando me aqueces as mãos nas tuas, principalmente à noite, e da maneira como te impressiono quando jogamos matraquilhos ou até quando te marco golos no PES sem qualquer tipo de experiência.
Gosto quando fazes legendas das minhas expressões, como se de a voz off dos meus pensamentos te tratasses e quando me fazes festinhas no cabelo mesmo quando dizes não teres jeitinho nenhum para cafunés. Gosto quando inventas as letras das músicas porque achas que é assim que se diz e acho piada ao facto de eu fazer exactamente a mesma coisa. Gosto de apreciar a tua reacção quando consigo acender um isqueiro em pleno dia ventoso e tu não e gosto da maneira como voltas sempre para mim, como te atiras para cima de mim e me enches de beijinhos se tivermos em divisões separadas durante aquilo que parece sempre demorar uma eternidade.
Gosto do modo como a tua barba pica quando está a crescer, gosto quando vemos filmes enroscados um no outro aninhados no sofá, gosto quando nos abraçamos e ficamos quietos como se o mundo parasse, quando eu te corto o raciocínio e te silencio com um beijo inesperado a meio das frases e gosto quando, por vezes, te esqueces de que supostamente estavas amuado comigo e vens para o meu lado como se nada fosse. Gosto quando tentamos desenhar um futuro longínquo e tentamos adivinhar como será a nossa vida daqui por muitos anos, gosto da forma como conquistas toda a gente, seja de que idade for, e gosto dos pequenos sacrifícios que fazes por mim como quando estamos num festival e vens comigo ver concertos cujas bandas não te agradam só para eu não ter de ir sozinha. Gosto quando tocas músicas na guitarra e ficas à espera que eu acerte no intérprete e gosto mais ainda quando te inspiras e compões melodias dedicadas a mim.
Gosto de quando me imploras para que eu vista determinadas combinações de roupa (aprecio bastante a maneira de como já estás familiarizado com o meu guarda-roupa) e gosto do facto de não conseguires dormir sem a minha mensagem de boa noite e de como sossegas quando eu te faço 'o risquinho' ao longo das tuas costas. Gosto de quando vemos a nossa série ao mesmo tempo que a comentamos e de como reparamos sempre nas mesmas coisas, de quando estamos ao telefone e tu consegues descrever pormenorizadamente o meu quarto, que "é o quarto mais à gaja" que tu conheces, "(...) com fotografias em tudo quanto é sítio e que só não tem no tecto porque tem estrelas e luas fluorescentes lá coladas".
Gosto de como te lembras sempre das nossas datas importantes e da maneira como as celebramos. Gosto do teu entusiasmo pelas coisas mais simples e de como gostas de as partilhar comigo, de me dares a conhecer lugares especiais, e de como te delicias em me levares a restaurantes vegetarianos à beira mar e também gosto quando me confessas as reacções de que estavas à espera de ver em mim. É isso, gosto do poder que possuis no que diz respeito a decifrar-me tal como gosto de saber que, mesmo assim, ainda te consigo surpreender com reacções inesperadas pela tua parte.
Em suma, gosto de ti.
Gosto quando fazes legendas das minhas expressões, como se de a voz off dos meus pensamentos te tratasses e quando me fazes festinhas no cabelo mesmo quando dizes não teres jeitinho nenhum para cafunés. Gosto quando inventas as letras das músicas porque achas que é assim que se diz e acho piada ao facto de eu fazer exactamente a mesma coisa. Gosto de apreciar a tua reacção quando consigo acender um isqueiro em pleno dia ventoso e tu não e gosto da maneira como voltas sempre para mim, como te atiras para cima de mim e me enches de beijinhos se tivermos em divisões separadas durante aquilo que parece sempre demorar uma eternidade.
Gosto do modo como a tua barba pica quando está a crescer, gosto quando vemos filmes enroscados um no outro aninhados no sofá, gosto quando nos abraçamos e ficamos quietos como se o mundo parasse, quando eu te corto o raciocínio e te silencio com um beijo inesperado a meio das frases e gosto quando, por vezes, te esqueces de que supostamente estavas amuado comigo e vens para o meu lado como se nada fosse. Gosto quando tentamos desenhar um futuro longínquo e tentamos adivinhar como será a nossa vida daqui por muitos anos, gosto da forma como conquistas toda a gente, seja de que idade for, e gosto dos pequenos sacrifícios que fazes por mim como quando estamos num festival e vens comigo ver concertos cujas bandas não te agradam só para eu não ter de ir sozinha. Gosto quando tocas músicas na guitarra e ficas à espera que eu acerte no intérprete e gosto mais ainda quando te inspiras e compões melodias dedicadas a mim.
Gosto de quando me imploras para que eu vista determinadas combinações de roupa (aprecio bastante a maneira de como já estás familiarizado com o meu guarda-roupa) e gosto do facto de não conseguires dormir sem a minha mensagem de boa noite e de como sossegas quando eu te faço 'o risquinho' ao longo das tuas costas. Gosto de quando vemos a nossa série ao mesmo tempo que a comentamos e de como reparamos sempre nas mesmas coisas, de quando estamos ao telefone e tu consegues descrever pormenorizadamente o meu quarto, que "é o quarto mais à gaja" que tu conheces, "(...) com fotografias em tudo quanto é sítio e que só não tem no tecto porque tem estrelas e luas fluorescentes lá coladas".
Gosto de como te lembras sempre das nossas datas importantes e da maneira como as celebramos. Gosto do teu entusiasmo pelas coisas mais simples e de como gostas de as partilhar comigo, de me dares a conhecer lugares especiais, e de como te delicias em me levares a restaurantes vegetarianos à beira mar e também gosto quando me confessas as reacções de que estavas à espera de ver em mim. É isso, gosto do poder que possuis no que diz respeito a decifrar-me tal como gosto de saber que, mesmo assim, ainda te consigo surpreender com reacções inesperadas pela tua parte.
Em suma, gosto de ti.
[02.38pm]

12 comentários:
que bonito. em suma, gostamos de todos os pormenores que tornam uma ralçao imperfeitamente perfeita :) beijinho
eu gosto é de ler estas coisas de um amor tão bonito como este :)
beijinho Quel *
Bem Raquel, há coisas à qual me posso supreender no texto, pelo simples facto de o meu namorado me fazer sentir, gostar do mesmo que o teu te faz, diz.
Principalmente da barba, no entanto eu digo-lhe para a fazer, pois quando passa com a cara pela minha faz-me impressão no nariz, o meu namorado também faz 'relatos' sobre as minhas expressões, também compõe músicas para mim, e também adora fazer-me arrepiar, só para ver a minha cara de 'tímida' como ele lhe chama.
É fantástico o que eles nos fazem sentir, tão bom que por vezes somos capazes de nos esquecermos da nossa própria existência, e pensarmos que só existem eles, em redor de nós mais nada.
Espero que dure, e muitas felicidades.
Beijinhos. *
está um amor.
Oh quel esquece, eu dei alto suspiro a ler isto x)
ca foufos que vocês são, foda-se 8D
Convenceste-me: há amores bonitos.
E eu gosto de ler o teu coração e de sorrir de contentamento por ti, sabendo que o que sentes agora é a melhor coisa do mundo.
Gostava de me poder sentir assim porque, "quanda a gente gosta, a gente cuida" e ele nunca me soube cuidar.
beijinho doce Quel*
Adorei o texto, está mesmo lindo! :')
O meu fim-de-semana foi do caraças! +.+
oh que coisa linda ;')
tinha imensas saudades de te ler, Raquel! (muahaha, eu sei que não gostas.)
- um grande beijinho *
O amor é feito de pequenos pormenores. Eu não te conheço e muito menos a ele, mas pelo que escreves eu consigo sentir que é um amor tão, mas tão bonito!!
Está mesmo lindo porra. Desculpa a expressão, mas dá vontade de dar a ler os teus textos a outras pessoas, de tão bons que são, e por aquilo que eles passam.
Concordo com a Beatriz, "Há amores bonitos"
que texto tão querido!
<3
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