09/07/2012

~ crimes (imper)feitos

"(...) It's a small crime and I got no excuse and is that all right, yeah? I give my gun away when it's loaded, is that all right, yeah? If you don't shoot it how am I supposed to hold it?".

E ali estava eu, com o carro em quatro piscas e de bagageira aberta, pronta para levar um ou dois só para ti. Teria sido o crime perfeito: deixar-te adormecer na cama para ir roubar a prenda do nosso aniversário.
Ai, as loucuras que uma mulher apaixonada é capaz de cometer...
Teria sido o crime perfeito se os sinais de trânsito não fossem tão pesados e não estivessem aparafusados a grandes e imponentes estruturas mas nem por pertencerem à categoria de sinalização temporária eram mais fáceis de transportar.
Se calhar também nós temos um prazo, sinceramente pensei que fôssemos cúmplices de delito mas depois vi os teus pequenos crimes imperfeitos - não tivesses tu deixado impressões digitais por todo o lado e a prova ao alcance de qualquer um.
Talvez por sermos uma rua sem saída ou uma estrada em manutenção é que as mil e uma metáforas que eu poderia fazer sobre nós e o código da estrada me parecem agora um sentido mais que proibido de seguir mas a minha mensagem é simples: tu violaste a lei; o meu coração encontra-se em obras.

[02.20am]

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