
«People change. They end up having nothing to say to each other, even if they were best friends the year before».
Eu disse que ias permanecer no meu coração, não na minha vida. Guardei-te com cuidado, estimei-te muito mas tu não parecias ver o valor que ainda te ia dando. O tempo passou, ganhaste no pó e perdeste na importância. Não podias esperar que, passados dois anos, as coisas estivessem iguais quando voltasses. Eu disse-te que não ia ficar à espera, avisei-te contra todas as vontades que nunca mais iríamos ser nós.
Não tenho culpa que, apesar de também teres conseguido avançar, tenhas ficado preso à ilusão de que eu estaria aqui, de braços abertos para ti quando tudo te corresse mal e desejasses regressar. Lamento se desmoronei as paredes desse teu sonho que tinhas como garantido, mas para mim nós já não fazemos, há muito, sentido.
Não posso mais ocupar o lugar da pessoa que te limpava as lágrimas, que dava conselhos e que te adocicava os pensamentos amargurados. Eu já não sou essa pessoa e nós já não temos essa intimidade, perdemo-la enquanto não quiseste saber de mim nem de ninguém durante estes dois últimos anos. Tu é que quebraste a promessa, tu é que não cuidaste de mim, tu é que me abandonaste.
Já devias saber que não se depositam todos os nossos sonhos pessoais noutra pessoa, que eles são da nossa responsabilidade. Eu aprendi isso contigo, temos de guardar mais amor-próprio do que aquele que oferecemos.
Já te tinha dito também que não podes vir ter comigo em busca de consolo por causa do amor que ela te negou, eu também tenho um ele a quem me dedico, não me sei dividir por mais ninguém e o teu tempo na minha vida já foi.
Espero, sinceramente, que fiques bem mas não te posso ajudar mais. Eu disse-te (e volto a dizer) que ias permanecer no meu coração, não na minha vida.
[03.20pm]
Sem comentários:
Enviar um comentário