«...de leite é suave e cremoso. O negro, mais intenso e com um provocador travo amargo. Simples, com amêndoas, arroz crocante, avelãs... o chocolate é para muitos a imagem da tentação».
Depois de um “baby-step” como o que demos hoje, fui obrigado a cumprir o que te tinha dito já há muito tempo. Voltei a escrever. Alinhar umas ideias, vá.
Talvez por necessidade ou provavelmente apenas por amor. Puro, muito para te dar e já há que tempos por pôr no papel. Tirei da gaveta a minha melhor caneta. “Para a princesa só do bom e do melhor”, pensei, antes de juntar uns rabiscos que deram o que te entrego agora, na bandeja mais dourada, acompanhada com o beijo mais profundo que “ tenho, sei e posso” dar.
Abri, meses depois, a torneira dos sentimentos abundantes. Fui contra mim próprio e contra promessas que tinha feito meses antes, na tal grande mudança que te falei. A ti, só a ti. Prometi não mais escrever e…cá estou eu. Contradigo-me e ponho-me sem sentido. É este o efeito que tens em mim. E tu sabes muito bem, melhor que ninguém, o que me custa voltar atrás no que digo.
Tu já sabias não já? “Não ouvii, ôta bêeez”.
Cresci. Não nos treze danoninhos que nos separam, mas na força que insiste em fundir as nossas duas pedras que já transportámos por quilómetros de muitos declives, areias movediças, cruzamentos… You know what i mean. Formam a barreira cada vez mais forte que nos separa do mundo lá fora e nos abre a porta ao mundo encantado dos brinquedos. Autistas? É provável.
Minha companheira de viagem, co-piloto, nem que seja para ir ali a um sítio. Conquistaste o banco do lado da mesma maneira subtil como entraste com pezinhos de lã no meu coração. Marcaste-o bem, para que não haja dúvidas. É casulo, é armário de roupa, é nosso.
És fina, sempre te disse. Nota-se bem a decalage para as outras, sempre te disse. Não me ligas nenhuma.
O teu Paco não deve ter marcado tanto território como nós. O nosso Rui, companheiro das nossas primeiras viagens, cantou um dia que “da Ribeira até à Foz, por pedras sujas e gastas”. Nós somos mais numa de “da T(r)indade até Lisboa, pela areia da praia de Matosinhos”. Sabes que poderia continuar o resto da noite a adoçar e mexer bem o nosso café com leite, até ficar bem docinho, como sei que tu gostas.
“Sabes muito, tens um paleio do caraças”.
Tenho o bonequinho do teu MSN demasiado tempo laranja para o meu gosto. Está na altura de voltar a quem pertenço, a ti. Depois de dar uma volta na marginal da cidade longínqua onde habita a minha consciência, “volto à minha morada. Volto a ti, R” Conheces? Espanhool
500 dias de verão. “E o resto das estações, chico?” Um dia, acabo de te contar esta história, "se te portares bem". Amo-te Raquel. “Tá beeeem Norton”
2 comentários:
que fofinhos *
Minha pequena e doce Qel,
Depois de um “baby-step” como o que demos hoje, fui obrigado a cumprir o que te tinha dito já há muito tempo. Voltei a escrever. Alinhar umas ideias, vá.
Talvez por necessidade ou provavelmente apenas por amor. Puro, muito para te dar e já há que tempos por pôr no papel. Tirei da gaveta a minha melhor caneta. “Para a princesa só do bom e do melhor”, pensei, antes de juntar uns rabiscos que deram o que te entrego agora, na bandeja mais dourada, acompanhada com o beijo mais profundo que “ tenho, sei e posso” dar.
Abri, meses depois, a torneira dos sentimentos abundantes. Fui contra mim próprio e contra promessas que tinha feito meses antes, na tal grande mudança que te falei. A ti, só a ti. Prometi não mais escrever e…cá estou eu. Contradigo-me e ponho-me sem sentido. É este o efeito que tens em mim. E tu sabes muito bem, melhor que ninguém, o que me custa voltar atrás no que digo.
Tu já sabias não já? “Não ouvii, ôta bêeez”.
Cresci. Não nos treze danoninhos que nos separam, mas na força que insiste em fundir as nossas duas pedras que já transportámos por quilómetros de muitos declives, areias movediças, cruzamentos… You know what i mean. Formam a barreira cada vez mais forte que nos separa do mundo lá fora e nos abre a porta ao mundo encantado dos brinquedos. Autistas? É provável.
Minha companheira de viagem, co-piloto, nem que seja para ir ali a um sítio. Conquistaste o banco do lado da mesma maneira subtil como entraste com pezinhos de lã no meu coração. Marcaste-o bem, para que não haja dúvidas. É casulo, é armário de roupa, é nosso.
És fina, sempre te disse. Nota-se bem a decalage para as outras, sempre te disse. Não me ligas nenhuma.
O teu Paco não deve ter marcado tanto território como nós. O nosso Rui, companheiro das nossas primeiras viagens, cantou um dia que “da Ribeira até à Foz, por pedras sujas e gastas”. Nós somos mais numa de “da T(r)indade até Lisboa, pela areia da praia de Matosinhos”. Sabes que poderia continuar o resto da noite a adoçar e mexer bem o nosso café com leite, até ficar bem docinho, como sei que tu gostas.
“Sabes muito, tens um paleio do caraças”.
Tenho o bonequinho do teu MSN demasiado tempo laranja para o meu gosto. Está na altura de voltar a quem pertenço, a ti. Depois de dar uma volta na marginal da cidade longínqua onde habita a minha consciência, “volto à minha morada. Volto a ti, R” Conheces? Espanhool
500 dias de verão. “E o resto das estações, chico?” Um dia, acabo de te contar esta história, "se te portares bem". Amo-te Raquel. “Tá beeeem Norton”
Enviar um comentário